O Poder da Reação

14 09 2011
A hora da reação #gremio108anos

A hora da reação #gremio108anos

Saudações Gremistas e Imortais!

O ano de 2011 poderia ter tudo para ser frustrante e/ou perdido para a nação gremista. Os resultados não estavam animadores e a postura da instituição Grêmio (Direção, Comissão Técnica, Jogadores) não era satisfatória.

A torcida já estava/está esbravejando e protestando pelo fato de perdermos mais um ano pela falta de planejamento, pelo desempenho medíocre, de um time acostumado a vitórias que está adormecido.

Nosso Grêmio está sem sua identidade mais marcante: A Raça. A identidade de ser um time brigador e encardido.

Pois bem, estamos em meados de setembro, a classificação para Libertadores 2011 conquistada de forma espetacular em 2010 se tornou em revolta pela omissão e passividade da direção em não reforçar o time para o torneio que é obcessão para todo gremista. Pior, no nacional o time estava cambaleando e próximo à zona do inferno.

E é aqui que entra o poder de reação.

Quem é/era culpado pela má fase, pela vergonheira que estava o time?
Não há somente um culpado, há sim um conjunto que estava detonando com a imagem de uma instituição centenária que é o Grêmio.

Não é hora para encontrar culpados, mas sim de encontrar a solução para esses problemas.

Hoje estamos às vésperas do 108º aniversário, e o que mudou?
Muito e pouco.
O presidente é o mesmo, os jogadores são quase os mesmos, o departamento de futebol sofreu fortes mudanças, retornou Pelaipe (que está muito quieto por sinal) retornou o rejeitado Roth e vieram algumas peças que estão ajudando o Grêmio a sair do buraco.
Mas jogadores da base têm feito a diferença. Será que não é aí que está nossa solução para os anos futuros?

Há quem arrisque sonhar com a classificação para libertadores ainda este ano; há quem quer uma base para entrar forte na Copa do Brasil em 2012.

Eu quero mais. Eu sou gremista, realista, mas gremista.

Quero meu time com sangue nos olhos, com fome de título, com garra, com gana de conquistar o mundo mais uma vez como se fosse a primeira vez.

Posso duvidar e questionar as pessoas que erraram e reconhecem isso (ou não), mas não deixo de acreditar no meu Grêmio, no que ele representa. Esta é a essência de ser gremista, na boa ou na ruim, realista ou sonhador. Quero meu Grêmio sempre vencedor.

Para os que não estão ajudando o Grêmio a ser o verdadeiro Grêmio, as eleições logo virão.

É a hora da reação. Quem errou, agora não importa.
O que realmente importa é devolver ao Grêmio o respeito, a honra de ser o Grêmio, ser Campeão, ser simplesmente o Grêmio.

Para terminar, o que torna o Grêmio Imortal não é ganhar tudo sempre, é poder se reerguer com dignidade e orgulho, bater no peito e dizer, vamos lá de novo que meu camino eu mesmo faço.

Força Grêmio!!
Nada pode ser maior!
#gremio108anos

Confira os últimos jogos do Grêmio:

- Grêmio 1×0 São Paulo – [FinalSports]

- Bahia 2×1 Grêmio – [FinalSports]

- Grêmio 4×0 Atlético


@gremiocuritiba





A lição de Paul

9 11 2010

Saudações Tricolores!

Peço licença aos amigos Gremistas de Curitiba e de todos os outros pagos que acompanham o site para reproduzir abaixo o texto do Lucas Von, mantenedor do Blog Tricolor no portal RBS e seu excelente post sobre “A lição de Paul”.

Em resumo ele pega na veia. Seu texto cita com emoção o show do eterno Beatle Paul McCartney em Porto Alegre, abordando a questão de nascer para ser ídolo e exercer isso de maneira inteligente e humilde, logicamente correlacionando com o nosso Grêmio – o texto fala por si.

Confira, a leitura vale muito a pena:


A lição de Paul

Por Lucas Von – Blog Tricolor

 

Paul McCartney em Porto Alegre

Paul McCartney em Porto Alegre

 

“Ontem fui ao show de Paul McCartney. Não é preciso comentar nada sobre o show, sobre as músicas, sobre o público. Vocês devem ter ido, ou conhecem pessoas que foram, ou devem ter lido/ouvido na mídia a repercussão, e acredito que já disseram tudo. Foi realmente incrível.

Mas quero falar de uma questão específica sobre a noite de ontem: a humildade e inteligência de Paul.
Apesar da localidade escolhida para a realização do show (hehe), já entrei no estádio anestesiado. Sou fã dos Beatles, e só o fato de ver Paul McCartney de perto já me empolgava. As milhares de pessoas presentes também, em sua grande maioria eram muito fãs de Beatles.

Olha a magnitude desse show: o cara é UM BEATLE! Eu disse UM BEATLE. Simplesmente a maior banda de todos os tempos. A banda que revolucionou a música, influenciou todos os estilos musicais que surgiram depois. Ditou um formato. Enfim, dispensa apresentações. Paul McCartney é simplesmente o compositor mais vendido do mundo. Suas composições são as mais executadas. Yesterday é a música mais tocada no Planeta Terra. É algo absurdo. Paul recebeu da Rainha da Inglaterra o título de “Sir”: privilégio para poucos.

Portanto, nós, fãs de Beatles e do Paul, não precisávamos de muito para termos uma noite inesquecível. A gente só queria vê-lo e ouvi-lo. Nada mais. Todo mundo já iria pra casa contente. Tudo que o Paul é e representa faz com que ele não precise se esforçar muito pra agradar a todos. Só o fato de ele estar ali e cantar meia dúzia de músicas já seria o máximo. Se ele não falasse uma vez sequer com a plateia o show já seria ótimo. Se ele resolvesse falar em russo com o público, ninguém ia entender, e mesmo assim o show seria maravilhoso.

Mas Sir. James Paul McCartney entrou no palco saudando a todos e disse, com um nítido sotaque britânico: “oi, tudo bem? Boa noite, Porto Alegre. Boa noite, Brasil. Vou tentar falar português”. A massa foi ao delírio. Quase todo artista estrangeiro ensaia um “tudo bem”, um “obrigado”, enfim, palavrinhas-chave. Mas Paul falou português o show inteiro. Do início ao fim. Justamente ele que não precisava. Um humilde esforço de um dos maiores músicos do mundo, de um sujeito de 68 anos que desde a década de 60 é venerado por todos. Um cara que não precisa mais provar nada a ninguém, não precisa ficar agradando ninguém. Foi emocionante.

Não satisfeito em falar português e a tremular uma bandeira do Brasil no palco, McCartney repetiu inúmeras vezes expressões como: “obrigado, gaúchos”, “mas bah, tchê!” e “tri legal”. E até cantou o famoso “ah, eu sou gaúcho!”.
Com 68 anos de idade fez um show movimentado de 3h de duração, sem tomar um copo d’água sequer e se esforçando pra falar português e até mesmo gauchês. E ele é o Paul McCartney. Aí vêm umas bandinhas menores aqui, fazem showzinhos de 1h e meia, falam inglês o tempo todo e saem cansadinhos do palco. E esse é o link que vou fazer com o futebol.

É muito fácil agradar um torcedor. Mas tem gente que se puxa pra não agradar. Ronaldinho: mesmo tendo saído daquele jeito conturbado que envolveu a gestão Guerreiro, ainda tem gremistas que o idolatram. Imagina se tivesse saído por cima?

São pequenas atitudes que cativam o torcedor. Em 2007 perdemos para o Boca a Libertadores, e o Milan tratou de dar uma tunda nos argentinos no Mundial. Em entrevista ao Sportv, Emerson, então jogador do Milan, fez questão de dizer que vingou seu Tricolor pela Final da Libertadores. Há quem diga que ele usava uma camisa por baixo com os dizeres “Vinguei meu Grêmio”. Não vi a camisa, mas ouvi a entrevista. Pronto, atitude simples, palavras simples de serem ditas, e virou notícia aqui. Ensaiou-se inclusive uma campanha para que ele voltasse. Não é difícil agradar a um bando de apaixonados.

Mas as atitudes que eu exijo de um jogador são mais simples ainda. Não estou pedindo para o Jonas dançar uma chula depois de marcar um gol (apesar de que seria legal, hehe). Não estou pedindo pra que os jogadores beijem o escudo e se declarem para o Grêmio, até porque ninguém mais acredita nessa atitude clichê. Estou pedindo que eles ajam com o coração, de maneira genuína. Que eles tenham humildade para se colocar no lugar do torcedor em alguns momentos.
Que eles entrem em campo num Gre-nal com aquele brilho sangue nos olhos idêntico ao do torcedor que está nas arquibancadas. Que entendam que não é um jogo qualquer. Que saibam o que aquilo significa. Que dêem carrinho, que se irritem com o erro do árbitro, que acreditem até o fim naquela bola aparentemente perdida. Coisas que eu faria se estivesse em campo. Coisas que 7 milhões de gremistas fariam. Que não fiquem apáticos se tomarem um gol. Que não fiquem conformados se o juiz errar. Que não admitam que o adversário deboche do time. Que encarnem o espírito gremista de um torcedor.

Se é muito fácil agradar a um torcedor, o do Grêmio é ainda mais. Não precisa ser craque. Basta dar a vida em campo, se esforçar, mostrar força, raça e muita vontade. É muito simples, não precisa nem nascer com esse dom (ao contrário do talento), basta se doar.

Como eu disse, Paul McCartney é Paul McCartney e dispensa apresentações. Ele não precisava ter feito nada de extraordinário ontem para marcar a vida daquelas mais de 50.000 pessoas. Mas ele fez, ele se esforçou, foi humilde, foi simpático. Foi um Beatle. E tornou tudo ainda mais incrível e fantástico. Um gremista também não precisa de muita coisa pra amar o Grêmio. Basta ser o Grêmio. Basta ser azul, preto e branco. Basta vestir o manto e qualquer um terá nosso apoio, independente da divisão em que o time se encontre, independente de quem sejam os jogadores. Pode ser um abobado, um idiota, um mercenário: se vestir a camisa tricolor, torceremos pra ele, pois o Grêmio é maior que tudo isso e dispensa apresentações. Mas se o sujeito se esforçar, for humilde, inteligente, se entregar nos jogos como o Paul se entrega nos shows, esse cara tem tudo pra ser um ídolo. E se os outros 10 homens que entram em campo defendendo as cores do Imortal fizerem o mesmo, o desfecho tende a ser igualmente extraordinário, e provavelmente imortalizado na sala de troféus.

Saudações Tricolores.”

- Por Lucas Von – Blog Tricolor


Força Grêmio!








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